Casamento no Egito


Existem muitas brasileiras que estão partindo para casamentos no exterior. Não só para o Egito, mas muitos outros países. Tenho amigas casadas com americanos, espanhóis. Tem gente até se envolvendo com paquistanês. E claro, conheço muitas envolvidas com egípcios.

Um casamento com alguém de outro país é algo que pode dar muito certo, e me considero uma prova disso. Mas todo cuidado é sempre necessário, seja na vida real ou virtual, quando o assunto é casamento e partir para viver em outro lugar, temos de ser frias e calculistas em diversos pontos.

Por exemplo, apesar de conhecer diversos casais de brasileiras com egípcios que se deram bem, a maioria com quem cruzei na internet ou algum dia encontrei na mesma situação, acabaram tendo diversos problemas e boa parte já estão separados. Quase que sempre, faltou muita informação e transparência dos dois lados, e um casamento preparado à distância que se revela um fracasso na vida real é sinônimo de que algumas coisas não foram bem cuidadas.

Eu posso falar sobre casamentos no Egito e sobre o que vi e vivi lá. Já encontrei diversas meninas me pedindo ajuda e orientação e a grande maioria caía em erros básicos. Quanto tentava alertá-las, a maioria ficou chateada comigo e acabei por desfazer a amizade. Deixo aqui, alguns alertas para quem quer casar no Egito:

– Mesmo online, a família dele precisa estar ciente do envolvimento de vocês. Lá não existe essa de casar escondido, sem conhecimento de ninguém. Se ele for muçulmano, é uma tradição islâmica que se faça uma festa, mesmo que seja em casa, porque o casamento é algo que deve ser público.

– As noivas egípcias exigem diversas coisas na hora de casar: ouro, apartamento, mobília, etc. Ou seja, não seja boba e arque com todos os custos sozinha. Exija, não é feio pedir nem ordenar que algumas coisas sejam preparadas de forma decente, como o local que vocês vão morar. Se ele tiver condições, exija que ele também pague suas passagens e todos os gastos. Mulher que dá demais, é pouquíssimo valorizada. Sei que a situação de muitos egípcios é difícil, mas o mínimo que eles precisam oferecer é uma boa recepção na casa deles – com os pais e familiares.

– Grande parte das mulheres egípcias trabalha. Se ele vier com este papo de que quer te manter em casa, tenha certeza das condições dele e da personalidade. Geralmente só pessoas muito tradicionalistas fazem este tipo de exigência hoje em dia, e o mercado de trabalho lá está bem aberto para as mulheres, ainda mais se for estrangeira e falar bem inglês.

– Qualquer contato íntimo antes do casamento é sinal de que ele, provavelmente, não está te tratando como trataria uma noiva egípcia. Estrangeira, muitas vezes, são vistas lá como alvos fáceis e muitos se aproveitam desta condição, sem no fim quererem realmente um casamento. Para ocidentais, beijar e abraçar é sinal de afeto e amor, mas para eles pode ser sinal de que você pode ser usada.

– No Egito, existe um casamento temporário chamado Orfi. Ele é válido legalmente, mas não te dá direitos nenhum. Só o utilize em casos muito específicos, para ter liberdade de andar com a pessoa livremente sem problemas. Mas viver como casado usando o Orfi não é recomendado, pois é algo mal visto pela sociedade.

– O casamento para ter validade, tem de ser registrado no fórum e ter o selo do Ministério das Relações Exteriores. Como tudo é em árabe, no começo você fica um pouco perdida. Mas atenção: se seu casamento for feito apenas com um advogado, é apenas casamento temporário. Os oficiais são feitos em departamentos do governo. Mesmo as mulheres muçulmanas estrangeiras não são autorizadas a se casarem legalmente nas mesquitas. Se você quiser se casar como muçulmana, terá que ir até Azhar e fazer uma nova shahada com o sheik de lá, que te dará o papel oficial. Tudo tem que passar pelo governo.

– Conheça bem o bairro onde você vai morar e tenha certeza se aguenta o tranco. Diversos locais do Egito são bem diferentes do Brasil, com menos recursos e serviços. Veja no Google Earth exatamente onde será sua casa, tenha certeza e cheque tudo muito bem para evitar muitas surpresas. Pelas fotos de satélite já dá pra ter idéia se você está indo para uma típica favela egípcia (risos). Também busquem pessoas que conheçam o Egito e se informem sobre aquele bairro.

Agora, uma história de uma brasileira que se casou no Egito:

* Os nomes reais foram trocados.

O telefone tocou e mama foi correndo, naquele corredor cujos azulejos soltos faziam um barulho abafado a cada passo. Não lembro a cor do chão, pois ficava coberto com uma passadeira comprida e marrom, com as bordas todas poídas. Sempre tinha pó ali e algumas migalhas de pão ou qualquer coisa, porque não tínhamos aspirador de pó. Mas como toda casa egípcia – com bons eletrodomésticos ou não – tínhamos vários carpetes, cobrindo todo pedacinho de chão que fosse.

Mama atendeu e me chamou, era uma brasileira. Como eu nunca recebia ligações, fiquei feliz. Do outro lado da linha, uma voz triste disse “Alô” e desabou a chorar. Era Paula, uma carioca que morava no Egito há 11 meses e que eu tinha encontrado uma vez logo que cheguei ao Egito.

– Marina, posso ir para sua casa? Eu não agüento mais, vou embora para o Brasil, meu pai vai pagar a passagem, mas preciso de um lugar para ficar hoje! – dizia chorando.

Aceitei, claro. Eu só a tinha visto uma vez, mas senti que realmente precisava de ajuda. Uma hora depois, ela chegou com toda sua bagagem. Fez o marido, chamado Ahmed, carregar duas malas de cerca de 30 quilos para meu apartamento. Tarefa difícil, já que nós morávamos no quinto andar e o prédio não tinha elevador. O marido dela veio ofegando pelas escadarias encardidas, sofrendo a cada passo com tanto peso nas costas. Estava com o cabelo arrumado, cheio de gel. Atrás dele, vinha todo de preto uma mulher com poucos dentes, com uma expressão tão triste e lágrimas rolando pelas bochechas morenas. Seus olhos estavam baixos, as mãos fechadas.

Todos entraram, Mostafa puxou conversa e começou a gritaria. Ahmed e a mulher, que depois descobri ser a mãe dele, afirmavam categoricamente que tinham feito tudo por aquela estrangeira, dado tudo de bom, e ela só os tratava mal. Paula, por sua vez, se debulhava em lágrimas e começava a exemplificar o show de horrores em que vivia.

Contou que ao conhecer Ahmed na internet, ele havia passado fotos da cidade de Hurgada, onde ele dizia morar e ter um bom emprego. Hurgada é uma espécie de caribe no mar Vermelho, com hotéis lindíssimos e gente balada em todas as calçadas. Poucos egípcio vivem ali, pois aquela é uma terra para turistas de fora que pouco lembram as ruas encardidas de Cairo ou Alexandria. Ao chegar no Egito, Paula pensava estar indo para um paraíso, onde viveria num lugar chique e passaria tardes debaixo de um coqueiro com seu Faraó e uma vista esplendida. Ao aterrissar, porém, descobriu que o aeroporto nem mesmo saguão tinha. Foi logo cuspida para uma rua atulhada de gente, muitos acenos, mulheres com roupas pesadas e homens fumando sem parar. Ficou atônita, estaria no lugar certo? Ahmed então acenou, e finalmente se reconheceram no meio da multidão. Dali, partiram para a casa dele, que ao invés de ficar em frente ao azul do mar, ficava bem distante de qualquer beleza, mas sim em Kafr Dowar, longe até mesmo da linha litorânea de Alexandria. As casas não lembravam nada do que tinha visto em fotos. Kafr Dowar é como os típicos bairros egípcios longes do centro comercial, habitado por fazendeiros e gente muito simples. São locais apinhados de prédios de 5 ou 6 andares, um colado no outro e praticamente sem nenhum planejamento. A maioria não tem pintura alguma, o reboco geralmente está sempre caindo aos pedaços e animais como galinhas, carneiros e vacas circulam livremente pelas ruas de terra. Também não há coleta de lixo, o saneamento é precário e, quando chove, uma lama acinzentada e fétida se forma, deixando um cheiro tão horrível que Paula mal saía de casa quando o tempo estava ruim.

Ela também me contou que a geladeira na casa onde ficou instalada era trancada com um cadeado. Ela não podia consumir nada que não fosse lhe oferecido. Também precisava dormir com a porta aberta, pois dentro do seu quarto ficava um armário com a dispensa e os outros 6 moradores da casa constantemente precisavam ir até lá para buscar algo. Com isso, ela nunca tinha vivido como casada, não tinha privacidade e se sentia como uma intrusa naquele local. Mesmo assim, ela falava de amor, e quanto tinha agüentado aquela situação e pobreza para ficar com seu amado. Casou mesmo sabendo onde ficaria morando, e depois ficou chorando meses a fio sem saber o que fazer. Tinha medo do julgamento da família, que tinha a aconselhado não fazer esta loucura. Tinha medo de nunca mais ter uma pessoa para chamar de seu marido.

Ela chegou em minha casa naquele dia com manchas vermelhas e inchadas pelo corpo. Eram picadas de pulgas, já que em cima de sua casa ficava um galinheiro mal tratado. Também me contou que todas as refeições eram feitas no chão, em um grande prato comum, onde todo mundo botava o garfo junto. Eu já estava horrorizada neste ponto, quando ela ainda me contou das constantes brigas com o marido, e que chegou a jogar uma câmera fotográfica na cabeça dele em um momento de loucura.

Mostafa estava com a cara fechada. Eles ainda estavam discutindo, tentando defender cada um seu lado, a mãe chorando e o marido berrando num inglês medonho “I always luve she”. Sentia que tínhamos perdido nossa paz naquela noite, e não havia muito o que fazer, já que provavelmente todos os vizinhos tinham ouvido aquele barraco. Por fim, Mostafa colocou um ponto final na conversa, disse que ela ficaria lá então aquela noite, e no dia seguinte seria decidido o que seria feito.

Quando se foram, Paula tentou contatar alguém de sua família no Brasil. A irmã disse estar ocupada, a amiga deu uma desculpa e ficou offline no programa de conversa instantânea que estava usando. Vi o semblante de Paula pesar, estava sozinha, e nem mesmo sua família parecia se importar muito com o que tinha acontecido com ela naquele país tão distante. Ela então sentou no sofá verde de nossa ante-sala, e ficou falando e chorando por muitas horas. Ela estava inchada por tantas lágrimas. Mostafa fez chá para ela, e aos poucos ela começou a contar causos que tinha vivido e me dei ao direito de dar risada algumas vezes, pois quase tudo me soava muito absurdo.

Contou que as festas de casamento onde ia eram todas na rua, e mulher não podia se misturar com homem. As cadeiras coloridas eram colocadas na rua, e ela era obrigada a ficar olhando para o nada, sozinha, pois seu marido estava do outro lado com os amigos homens. Na hora da comida ser servida, ela descobriu algo ainda pior. Existiam poucos pratos, e quem terminava dava o aparato – sem ser limpo ou lavado – para um amigo, e o outro se servia naquele prato sujo mesmo. Quem não consumia tudo o que estava no prato, o que podia até ser um osso chupado, jogava as sobras de volta na panela que eram remexidas e servidas para o próximo da fila. Nossos estômagos embrulharam, e até mesmo meu marido custou a acreditar que estas coisas aconteciam em seu país.

Mais tarde, ela falou que nunca era compreendida. Alegava que não tinha sua própria casa e não podia viver como uma esposa feliz daquele jeito. Seu marido então chegou um dia e disse que trouxera um grande presente para ela, que então ela seria dona-de-casa. Ela ficou entusiasmada e foi correndo até a sala, quando viu um fogão marrom com diversas manchas de ferrugem. As bocas de onde saem a chamas estavam pretas, sujas de uma gordura nunca limpa e a porta do forno mal abria devido a crostas de comida derramada e ressecadas ali por anos. Deram a ela o presente, o fogão usado, para que pudesse cozinhar o que quisesse.

Não contive as gargalhas, e ela também se deleitou em rir e de não entender como tinha aceitado aquilo e ainda passado 3 dias limpando o eletrodoméstico antes de usá-lo pela primeira vez.

As horas passaram e já era quase dia quando fomos dormir. No dia seguinte, eu tinha certeza de que ela iria voltar para o Brasil e ter uma vida feliz de novo, que iria reconstruir seus sonhos e ser feliz de novo. Mas logo depois do almoço, Ahmed ligou e ela nos comunicou que voltaria para a casa dele. Não entendi nada, depois de tudo aquilo e meu desespero, ela decidiu ficar. Meu marido me olhou enviesado, pois tínhamos nos exposto ao prédio todo e tido contato com aqueles estranhos para justamente tirá-la de lá. Mas ela se foi por volta das seis da tarde, as malas pesadas foram carregadas para baixo de novo e nunca mais quis a ver, apesar dos insistentes convites feitos depois. Fiquei sabendo que seis meses após este dia, ela pegou um avião e finalmente saiu do Egito para nunca mais ver Ahmed.

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Publicado em agosto 14, 2008, em No Egito e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 29 Comentários.

  1. Marina, fiquei com medo :S LOL Mas adorei as suas colocacoes, muito objetivas e claras!! ‘E bom ter alguem q fale as coisas como sao…Nem sempre escutados o q queremos!! Parabens pelo blog…ta show!!

  2. essa foi a pior história q jah ouvi entre brasileiros e egipcios, tb jah conheci algumas e naum foram de finais felizes.
    mas a sua história jah nos alegra, e que tudo dê certo pra todos nós insha Allah.
    beijinhos
    salam

  3. fiquei comovida com a historia da brasileira, que lutou por um sonho e viveu um pesadelo, infelizmente há muitos casos assim, o meu por exemplo foi um choque cultural imenso ao me deparar com a cultura egipcia, mesmo sem entender nada continuei em frente, até a completa insanidade fisica e mental me atacarem de vez, perdi um sonho, mas não faz mal continuo viva.
    salam a todos

  4. Olá! Fui pedida em casamento por um egipcio (detalhe, pela internet!). Gostaria que alguém me ajudasse… Ele quer vir par ao Brasil com mala e cuia… Quer alguns meses para fazer os ajustes e quer enviar dinheiro para q eu alugue uma casa… Claro que estou achando tudo maluco mas…. coisas do coração… Ele fala inglês e eu também… O que vocês acham? Me ajudem por favor….

  5. Oi Catarina, obrigada pela visita. Eu também conheci meu marido na internet e as coisas às vezes acontecem de um jeito maluco mesmo. Eu vou tentar fazer um post sobre a adaptação deles no Brasil, e se quiser pode perguntar o que quiser.
    bjs

  6. Obrigada por postar algo que mostra uma outra realidade tambem.

  7. Ai! Muito obrigada pela resposta! Ele pretende trabalhar aqui para uma empresa inglesa, como tradutor. Se puder me passar algumas dicas sobre a adaptação deles no Brasil, vou adorar. Penso que é mais fácil quando continuamos em nossos países… Será? Um grande abraço!

    Marina – olha, mudar de país é sempre difícil… o Mostafa tem escrito algumas coisas sobre o BRasil vc pode ver em outros posts. Sobre trabalho aqui, quase 100% dos empregos pedem português fluente, até mesmo pra ser professor de inglês muitas escolas pedem isso. Então recomendo q ele venha preparado para aprender bem o idioma. Já se vc morar lá, com inglês dá pra trabalhar bem.
    bjs

  8. Cassia Vasconcelos Coutinho

    Ola Marina
    Amei seus comentários.. ensinam muito. Também sou jornalista, tambem fui pedida em casamento por um egípicio e estou indo pra ALexandria em Dezembro . No momento me desentendi com ele por diferenças culturais mesmo… mas seja la o que Deus tem pra mim , estarei indo com ele ou sem ele (Hussein) e pelo que percebi até agora acho que nao volto pro Brasil nao. Cansei dessa nossa ocidentalizaçao americanizada que ta levando tudo a esta decadência de valores morais e éticos e a um ateísmo desmedidos.
    Mas quero conversar com vc…
    pode ser?
    Salam

    MArina – oi Cassia, eu adicionei nos meus contatos o e-mail q vc deixou aqui. Fico feliz de saber q vai para Alexandria, amo muito aquele lugar. Se quiser falar comigo é só me aceitar.
    bjs

  9. Olá, Marina! Bem, estamos ajeitando as coisas para a vinda dele para o Brasil. Não penso em casar oficialmente no começo, apenas morar juntos e observar o que acontece. É complicado para ele devido a documentação. Mas acho tão complicado casar, se morar junto dá na mesma… O que você pensa sobre isto? Será que o ofenderia de alguma forma?
    Bejos e obrigada!

    Marina – Oi Catarina, não é complicado para ele trazer documentos, ele provando que é solteiro é tranquilo. Mas morar junto não existe no Brasil e, na minha visão, vc está correndo um grande risco ao fazer isso. Ele pode até aceitar, mas para ele vc nunca será uma mulher válida para o casamento, pq lá não existe essa de juntar. E discordo qdo vc diz que casar e morar junto dá na mesma. Quantos relacionamentos falidos vemos no Brasil justamente por conta desta liberdade entre casais que não assumem um compromisso definitivo para a vida deles? GEnte que namora anos e vive como casado, mas no fim não aceitam mas as diferenças e percebem que não precisam casar, pq viver sem ter um compromisso real é mais fácil. Depende muito da cabeça do egípcio, pode até ser que vc encontre um mais progressista, mas pelo menos dos que eu conheço, só aceitaria morar junto para aproveitar… e no fim voltaria para casar mesmo diante da família com uma egípcia, pq uma mulher de lá nunca faria uma proposta dessa. Eu não estou te julgando nem nada, só estou respondendo a sua pergunta :-), cada um sabe do que é melhor para sua vida, e a decisão final cabe sempre a você.
    Beijos

  10. Obrigada Marina, é bom saber destas coisas…. Eu realmente estou muito confusa… Por que tenho medo de casar com um estranho, embora esteja em meu país. Ele me disse que morou com uma namorada, será que ele já foi casado? Bom, de qualquer forma ficarei mais atenta para a palavra casamento…. Obrigada mesmo?
    Um grande abraço,
    Sonia

  11. Oi querida eu gostaria muito de falar com vc,pra me ajudar com certas duvidas que ñ me saem da cabeça.

    bjos e fique com Deus

    Marina – já te add e tirei seu e-mail daqui para manter sua privacidade. bjs

  12. oi marina,sou brasileira e conheci meu namorado em Portugal ele é mulçumano, e quando chegasse o finl do ano eu iria embora para nos casarmos, mas a familia dele não aceitou e esta arranjando um casamento para ele no Paquistão estamos sofrendo muito pq nos amamos, mas ele tem medo de causar alguma trajédia na familia pois seu pai o ameaça o tempo todo dizendo que le irá causar uma desgraça na familia, e ele respeita muito seu pai.
    não sei o que fazer o compromisso é para dqui dois anos,estamos orando,estou perdida, não sei o que fazer mesmo a familia dele não me conhece mas acha que ele tem que casar com uma mulçumana.
    O que eu faço, ele ja conhece minha familia minha mãe esta com ele direto pois la tabém mora em Portugal, srá que devo insistir?
    estou assustada como as religiões dividem as pessoas, eu o amo muito e sou correspondida, mas estamos sofrendo muito com tudo isto.
    Gostaria de sua opinião,obrigada…
    Gelly

  13. Nossa !!! Muito interessante estes relatos, considero a cultura arábe muito interessante conheci alguns pela internet também, mas penso que não teria coragem de me casar com um… hehehe.
    Mas como dizem : Para o amor não existem fronteiras. Atualmente conheci um homem egipício, segundo ele é um médico e está muito interessao em mim(hahahaha) isso é muito maluco…
    Tenha um belo dia !!!!!

    Marina – é, parece maluco mas pode virar uma história real sim!! Mas porque falta coragem? Melhor ser feliz arriscando do que planejar muito as coisas e acabar não conquistando as coisas que vc realmente deseja para sua vida 🙂

  14. Obrigada querida pela resposta. O que faz no egito?! Você usa aquelas roupas diferentes ??
    Me falta coragem pois eu acho que os arábes não sejam bons para esposas, que terei de viver confinada em casa , com poucos direitos. E também o que iria fazer em um país onde não conheço ninguem, sei lá é tudo estranho…

    Marina – Oi Hayllana, eu que agradeço a visita. Então, muita calma nesta hora! Eu moro no Brasil agora, se vc olhar meus outros post falo muito da minha vida no BRasil e meu marido comenta o que pensa daqui também. No Egito eu usava roupas normais, jeans, batas, a diferença é que tudo sem docote e as blusas um pouco mais compridas. E também usava véu, mas de resto é bem parecido com roupas do Brasil. E sobre vc achar que árabes não são bons para as esposas, de onde tirou esta informação? eheheeh Eles são mto melhores que muitos brasileiros e são pessoas normais… Eu no Egito trabalhava, saía, tinha amigas, ia em shopping.. nada de ficar confinada, tinha todos meus direitos! Existem homem bom e homem ruim em qualquer lugar do mundo! Beijos

  15. OI, vc tem algum e-mail? Oh vc tem razão todos somos seres humanos e religão , raça , cor não nós faz diferentes um dos outros e nem nos dá o direito de julgar ninguém… gostei muito de vc, és muito simpática. Obrigada pelos esclarecimentos, me fizeram olhar em outro ângulo as questões, talvez eu esteja equivocada de fato . Eu continuo conversando com o doutor hehehhe, ele é interessante!!!
    Beijos

  16. Marinaaaaaaaa, vc é ótimaaaaaaaaa!!!!
    Dei altas gargalhadas com a história que vc contou sobre a brasileira e seu marido Ahmed…
    karamba, sua colocação é extraordinária, seu texto é excelente. Parabéns!
    Sem falar de todo “texto alerta” que vc nos escreve… TUDO DE BOOOOM!
    E eu, que estou conhecendo “ainda” um egípcio de Tanta, adorei poder ter uma idéia mais ampla e objetiva sobre o Egito… Tenho muuuuito o que aprender e conhecer pra não entrar em furada, mas acredito (e devo acreditar) que, meu relacionamento, assim como o seu, pode dar certo tbm, pq não?
    Vou deixar aki registrado um mega bjo em seu coração e pra toda sua familia, com todo respeito, claro.

  17. é, deve ser duro casar com alguém de cultura tão diferente.

    abç

  18. O AMOR PODE NÃO TER LIMITAÇÕES OU FRONTEIRAS. MAS ELE Ñ VIVE NO AR. HOSPEDA-SE EM ALGUM SER HUMANO, ESTE SIM TEM NÍVEL DE SUPORTABILIDADE. SINCERAMENTE, COITADA DESSA MENINA. TENHO CERTEZA QUE ELA SOMENTE DESISTIU QUANDO TUDO ULTRAPASSOU O JÁ ENTÃO INTOLERÁVEL. UM VELHO PROVÉRBIO: “O AMOR PULA PELA JANELA QDO A MISÉRIA ADENTRA PELA PORTA”.

  19. Ola Marina

    Adorei seu post. Realmente existe muitos casos que parecem novelas. Mas amar é um risco aqui ou lá..O problema que qdo estamos lá ( quero dizer em outro pais) estamos sozinhas, sem familia e amigos, entao tudo fica mais dificil.
    Mas existem historias belas como a sua e felizmente a minha…Mas alerto tbem..Namorar, casar com arabe não é facil, a cultura é muito forte, existem tradições que vc não consegue mudar e depois não adianta dizer que não deu certo..Porque antes de embarcar nessa relação…VEJA OS SINAIS…Pq Eles demosntram e não acredite em contos de fadas, infelizmente não existe… A vida é dura mesmo, mas não percam a esperança de ser feliz sempre

    Comentei sobre seu blog no meu blog…Passa lá..rss

    Bjs

    Daniela
    http://www.perolasnodeserto.wordpress.com

  20. Olá querida amiga !!! Tenhomuitas duvidas rondando minha cabeça esse momento…há alguns meses fui pedida em casamento tbm por um egpsio e por obsequio Chama-se Ahmed tambem … ele me disse varias coisas nesse tempo disse que me ama realmente e quer se casar comigo mais ele disse que tem uma familia que exige o casamento la no Egito peço ajuda para você com toda sua experiencia pois nem passaporte internacional tenho quem dirá ingles e arabe entao pois ele quer que eu vá ate ele para conhece-lo …nem sei como faço pra chegar ate lá me ajude por favor …obrigada desde já

  21. Olá, Marina!
    Parabéns, mil parabéns!!! Por dividir sua experiência conosco, por ser uma linda jovem muçulmana brasileira que vai contra todos os estígmas que conhecemos (sobre brasileiras e sobre muçulmanos, por exemplo)
    Preciso de uma orientação, na verdade. Acabo de me casar (Orfi)e não tivemos nenhuma intimidade até então. Amanhã será a “lua de mel”, mas estou no Egito estudando e volto para o Brasil em abril próximo. Tenho negócios lá, preciso voltar. Sou muçulmana e meu marido também mas ambos estamos nos colocando em uma situação um pouco “complicada” e, no fundo, apesar de ter assinado o “papel”, me sinto um pouco hipócrita porque soou um pouco como um “alívio para a conciência para podermos ter relações”. Ainda assim, estou muito apaixonada e não lutei contra mas tenho medo de engravidar.
    No caso de eu engravidar e ter o bebê no Brasil, como ficará a questão da Paternidade? Sei que o Orfi não me dá direito nenhum no Egito mas, no Brasil, se necessário, uma ação exigindo o DNA obriga o pai a assumir o filho. Talvez eu esteja “olhando muito longe” mas estou um pouco aflita com esta questão. Fizemos testes de HIV também e ele diz que quer me dar um bebê. Eu tenho 39 anos e boas condições de cuidar deste bebê, que seria recebido com todo o amor do mundo pela minha família. Talvez meu relato soe um pouco frio (porque casei esta semana e estou pensando em processos) mas sou uma pessoa realista e não quero que o bebê, caso Allah (SWA) assim Decida, tenha “xxxxx” no nome do pai, caso o pai não seja o “príncipe” que parece porque já ouvi/li muitas histórias de final nada feliz envolvendo “príncipes egípcios” e “brasileiras grávidas”, infelizmente.
    Minha outra dúvida é se estou pecando, mesmo depois de assinar o papel.
    Desde já, muito obrigada! Maa Salamah!
    Rita

  22. Ola Marina!

    Eu sempre sonhei em casar com um homem arabe!
    ate que conheci um egipcio na internet.faz mais ou menos um mes que nos falamos e ele ja falou em casamento ele e muculmano e eu perguntei se eu casasse com ele eu teria que ser tambem.ele me disse que se eu quisesse poderia ser!eu respondi que sim ele ficou muito feliz eu ja conheço a familia dle os seus pais;entao ele queria me enviar as passagens entao eu disse que eu nao iria sozinha,ele teria que vir ao brasil e conhecer minha familia pedir permissao para meus pais ai sim eu iria! ele aceitou disse que vem daqui a 3 meses meu irmao diz que contos de fadas nao existem!!!.nao sei se fiz o certo,mas tenho muito medo de ir para um lugar sem conhecer nada,ele sempre me liga do celular dele do telefone da casa dle,mas mesmo assim eu fico com um pé atras.ele e muito carinhoso eu estou apaixonada e formamos um lindo casa!
    Beijos aguardo sua resposta……
    O que voce acha que eu devo fazer?

  23. Olá Marina!
    Seu post foi incrível! Eu sei que estou um pouco atrasada, mas descobri seu site a umas duas semanas e não consigo parar de ler!
    Mas eu tenho uma duvida, adoraria que me ajuda-se.
    Eu meu noivo estamos pensando em nos casar no Egito!
    Somos ambos brasileiros, porem apaixonados pelo Egito, gostaria que me falase sobre o que pensa disso, se acha uma boa idéia realizarmos a cerimonia lá e do que precisamos para poder ter a permição para isso.
    Espero ansiosa sua resposta, sei que ninguem melhor para me dizer o que acha sobre essa idéia do que você!

    Bjs

  24. Oi Marina, estou super eufórica, meu amor perguntou como ele faz para se casar comigo? Minha familia acha que ele só quer se casr comigo para poder vir para o Braisl! Não sei, estou confusa e ao mesmo tempo,ele é tão carinhoso! : ) Por favor amiga me ajude!

  25. Por favor conto com seu auxilio. Fico no aguardo.

  26. Marina, sou carioca e estou namorando virtualmente com um egípcio e confesso que estou apavorada. No ano que vem retorno ao Egito para decidir se consigo viver lá com ele. Ele me pediu em casamento apesar de não nos conhecermos muito bem, fala em filhos e diz que não precisarei usar véu ou burca , as irmãs dele também não usam. Não sei o que pensar, estou muito confusa. Tenho procurado muitos sites sobre o assunto mas cada dia fica pior. Obrigada pelos posts são muito esclarecedores. Pelo amor de Deus me responda, preciso conversar com alguém que tenha essa experiência.

  27. eu quero tirar algumas duvidas

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