Como a gente muda


Hoje vou falar de uma coisa que sempre penso: como a gente muda. Eu pelo menos mudo a cada segundo, a cada minuto… com o passar dos anos, eu mudei radicalmente. Vocês não fazem idéia da peste que a Marina que vos escreve já foi. Cometi já vários erros, na adolescência então, eu me achava a “skatista”… é, praticamente uma “mana”. Só usava calça largona, pintava o cabelo de verde, uma vez fiz um corte doido e raspei a nuca. Meu tênis era um festival de pichações, pintava de todas as cores, os cadarços eram uma bagunça. Minha mãe na época já ficava doidinha comigo. Eu nunca fiz nada muito grave – calma, eu brincava só com minhas coisas, com meus amigos!! Mas mesmo assim já era de deixar mamãe de cabelos em pé.

Por muitos anos fui roqueira, me fazia de revoltada – apesar da minha vida ser super tranquila – e adorava aparecer. Eu era engraçada, vejo umas fotos e filmes antigos e morro de rir. Pior, tem registro virtual meu desde aquela época. Essa coisa de site já é antiga no meu currículo. Meu primeiro site eu fiz há mais de 10 anos e, curiosamente, nunca saiu do ar. Eu nem sou assinante do uol faz anos, mas o site continua lá. Só as fotos que sumiram, ainda bem, porque vocês iriam rir muito da minha carinha de criança. Olha aqui a obra de arte que eu fiz com uma colega da escola na época, eu tinha 14 anos. Leiam a minha descrição, como eu era ingênua! E eu bem que achava que era a maior sabidona naquele tempo.

Mas falo tudo isso para dizer como os seres humanos estão em eterna reconstrução deles mesmos. Quem diria que a menina que gostava ser do contra se tornaria a mulher que sou hoje? Eu nem imagina o que seria quando crescer, eu pedia para Deus nas minhas orações para ele me deixar com 14 anos para sempre, lembro muito bem até das cartas e diário que fazia reclamando que eu queria ter aquela idade eternamente. Talvez eu já fosse madura o suficiente para saber que dali para frente as responsabilidades só iriam aumentar, que as consequências de meus atos pesariam cada vez mais.

Mas cresi, fui para a faculade meio que na sorte, não tinha certeza se era jornalismo mesmo que queria, mas também não gostava de nenhuma outra profissão. Minha intuição estava certa, pois continuo não gostando de nenhuma outra profissão, mas já desencantei do jornalismo também. Hoje ando viciada mesmo só em internet, em aprender design, CSS, redes de relacionamento virtuais (vocês são meu laboratório master nisso eheheeh).

Depois de formada, já estava bem mais calma. Parecia quase uma executiva, andando de social para lá e para cá. Trabalhava em jornal e muita gente puxava meu saco. Mas aprendi a amar escrever e correr atrás de coisas diferentes. Ainda na faculdade, ganhei dois prêmios de reportagem nacionais, com jornalistas de todos os veículos inscritos. Nem faziam idéia que eu ainda era estudante, mas como já estava no jornal tudo era válido. Nesta época os familiares e amigos do passado já falavam “nossa, quem te viu quem te vê hein dona Marina?”. Parecia que minha imagem de doidinha na adolescência ainda estava marcada.

O tempo passou e fui ficando quietinha. Mas continuei em busca do diferente, sempre. E o resto da história vocês já sabem, fui para o Egito, e mudei mais e mais ainda. Todo mundo continuou afirmando que eu era louca mesmo. “Desde criança você já era assim diferente, fazia de tudo para ser diferente. Mesmo assim, essa coisa de casar com egípcio foi inesperada!!”.

O mundo dá voltas, se eu tivesse como falar comigo mesma, garanto que a Marina de 14 anos nunca iria acreditar que se tornou esta aos 25.

E vocês, mudaram muito assim?

ps. acho que vou desativar o chat do blog, pois já fiquei inúmeras vezes online e dá erro toda hora. Quando entro de novo é que vejo as mensagens que vocês enviaram, muitas vezes a pessoa não se identifica e naõ tem nem como eu responder depois, por conta desse erro. Não estou ignorando ninguém, somente realmente as mensagens entram com atraso.

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Publicado em maio 21, 2009, em De tudo um pouco..., No Brasil. Adicione o link aos favoritos. 13 Comentários.

  1. OI Marina, minha vida parece com a sua, sempre fui a doidinha.. cabelo vermelho, azul, mudava de estilo.. era loquinha tb
    paquistao? haahuha num creio! tinha que ser vc mesmo ..

  2. Eu sempre fui muito menos rebelde, pelo menos na aparência. Claro que faço as minhas doideiras, caso contrario, como explicar o meu amor tunisino?? Lol
    Não mudei muito. Continuo faladora, extrovertida, com o coração perto da boca…será que não evolui?? lol Ou estou tão bem, que melhor é impossível?? LOLOLOLOLOL

    Mas, sabes o que é mesmo, mesmo verdade?

    Que por muito que mudes, continues igual a ti mesma e sempre, sempre com muito respeito por ti e pela tua evolução.

  3. Nossa! Eu sei que ocorreram mutias mudanças em mim.
    Mas as pessoas ainda me vêem como “a misteriosa”.rs

  4. Caraca, eu era skatista também, Marina! Além de surfista e revoltada. Não sou mais skatista, muuuito raramente surfo, mas ainda continuo revoltada,com quase 35 anos de idade rsrsrsrs

  5. EU SEMPRE FUI A MAIS BOAZINHA, A MAIS INTELIGENTE, A MAIS EDUCADA, A MAIS AMOROSA, A MAIS PRENDADA…NUNCA FIZ LOUCURAS INESQUECÍVEIS E MARAVILHOSAS. VIVIA P/ AGRADAR TODOS E FICAVA FELIZ COM ISSO. NO DIA QUE PISEI NA JACA FEIO, O MUNDO CAIU EM CIMA DE CIMA DE PAU, CALEI A BOCA DE TODOS COM; “QUEM TEM DEDO PODRE NÃO APONTA PRA NINGUÉM, MEUS MESTRES”. HOJE ME ARREPENDO DE MUITAS COISAS QUE DEIXEI DE VIVER, PENSANDO QUE NUNCA PODIA DECEPCIONAR AS PESSOAS. APRENDI HÁ UNS 4 ANOS A DIZER “NÃO”, CANSEI DE SER CAPACHO, SER A ENCICLOPÉDIA OFICIAL DA FAMÍLIA, (VÁ LER, APRENDAAA COMO EU FIZ). E JURO QUE NUNCA ME SENTI TÃO EM PAZ, HARMONIA E SERENIDADE COMIGO MESMA. NÃO ME TORNEI AMARGA E EGOÍSTA, APENAS APRENDI A PENSAR MAIS EM MIM E VIVER MENOS COMO UTILITÁRIO DE TODOS.

  6. Olá!
    A maioria das minhas mudanças foram internas. Em fevereiro eu fui a uma festa de aniversário e encontrei tios do marido que eu não via há 10 anos. Assim que me viu um dos tios disse:”você não mudou nada, está com a mesma carinha!” Bondade dele, mas acho que eu realmente mudo pouco…Já por dentro!!!Eu hoje não sou nada do que era aos 15 anos.
    E posso te contar um segredo? Estou montando uma blogagem coletiva que vai tocar neste assunto, de certa forma. Assim que desenvolver totalmente a ideia eu te conto mas quero que saiba seu post me deu o ingrediente que eu não havia ainda encontrado.
    Suspense…
    Beijos, querida.

  7. mariachiquinha

    Sempre muito calminha, quietinha, discreta, mas é impossível naõ perceber o quanto eu mudei seja extrenamente qunato internamente. Talvez pra melhor.
    O fato é, o tempo nos lapida.

  8. ah…eu já mudei muito por fora e por dentro…mudanças sutis em sua maioria…
    A principal foi aprender a abaixar a cabeça, a pedir ajudar e entender que não vivo sozinha e que nunca estou sozinha.
    Já variei 60kg…é uma baita mudança…
    Já trabalhei em muita coisa.
    Aprendi a ter amigos em todos os lugares e onde eu menos esperava.
    Acalmei minha mente e me abri a coisas que eu achava impossíveis, como: yoga, artes e etc.
    Mas adoro saber que estou em construção, e que Deus me deu a palavra perdão para eu usar com os que indevidamente machuco e obrigada para aqueles que me ajudaram no caminho.

  9. ai amiga,
    vc lembra que eu te contava que meu pai estava furioso comigo pois ele descobriu que eu fui para o egito sem ele saber… ( detalhe ele me mandou passear na europa. hahhah) pois eh ele esta programando uma recepção para o magdy aqui!!!! resumindo… as coisas mudam .. hahhhahahha

  10. Nao mudei muito…sou exatamente como era com 20 anos no meu modo de pensar..sempre fui aberta a mudancas,ma nunca fui revoltada,sempre fiz o que quis e continuo fazendo com meus 54 anos….so mudei externamente porque nosso corpo envelhece,mas a cabeca eh a mesma.Meus amigos com 20 anos continuam meus amigos e muitos tambem nao mudaram,mas alguns mudaram as cabecas ate parecem que nunca tiveram 15 anos..
    beijao

  11. Meu all star tbm era um festival de pichações. Mudei muito de lá pra cá, nunca imaginaria que de fã de punk rock eu viraria “perua”. Mas a maioria das minhas mudanças começaram nessa época, alguns professores, o teatro e a dança transformaram a minha vida. Gosto mais de mim hoje aos 25, mesmo com uma carreira completamente falida na área que escolhi, a mesma que a sua, e um profundo ranço por todos os trabalhos que faço em assessoria de imprensa, odeio com toda minha alma…rs…

    bjs

  12. É Inez, eu também não mudei muito não! Caramba a Marina só tem 25 anos! Como essa mulher viveu! E eu sedenta fui no primeiro website dela achando que lá eu iria encontrar fotos de adolescente pfff que decepção.
    Meu primeiro website saiu do ar (acho), eu perdi a senha dele era http://members.tripod.com/~tatati tempos de web 1.0 e do acidente fatal dos Mamonas Assassinas! Até fui linkada http://www.findadeath.com/forum/showthread.php?p=319191 nesse fórum, lá acharam que eu tinha ” way too much time on their hands” lol, ah eh bom lembrar do passado e dar risada! Recordar é viver!

  13. hihihi, eu tb fui cebola hahaha tive varias camadas diferentes hihihi
    e a vida vai em frente aprendendo com erros e acertos próprios e alheios.
    beijinhos lindinhaaaaaaaaaa!

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