Violência contra a mulher


Hoje é dia de post copiado. Mas este vale a pena. Quem não conhece o blog Mulher no Islam, está convidado novamente a entrar lá. E porque falar desse assunto? Assim como a Sheiloca eu também tenho meus acessos de raiva e quero sair pro mundo falando umas verdades às vezes, no meu caso quando falam da religião muçulmana baseado em exemplos nada corretos. É como querer julgar os evangélicos pelos bispos que roubam, ou os católicos pelos padres que foram incriminados por pedofilia,  não é muito justo, certo? Aliás, ótima coisa também é ler esse post aqui da Elaine. Ou seja, para fim de conversa, acho que cada um deveria ser feliz com o que tem, e se for o caso, converse com quem for próximo sobre seu credo e exponha seu ponto de vista, assim é mais elegante.

*****

Violência contra a mulher (post em http://mulhernoislam.blogspot.com/)

Um dos assuntos que a mídia, e as pessoas preconceituosas também, adoram debater é “a violência contra a mulher no mundo Islâmico”. Vamos com calma. Acaso essas pessoas que alegam que os muçulmanos são violentos com suas esposas, não assistem á TV? Liguem, assistam. Todos os dias há um novo caso de violência contra a mulher no Brasil. São espancamentos, queimaduras, estupros, mortes, esquartejamentos. O Brasil é um país de maioria cristã, logo, eu posso supor que os cristãos são extremamente violentos!

Pessoal, violência contra a mulher é um problema mundial! Homens violentos não se encaixam em nenhuma religião ou categoria cultural. A realidade é de que uma dentre três mulheres no mundo todo já foi violentada, coagida a fazer sexo ou abusada de alguma forma durante sua vida. A violência contra a mulher transcende religião, riqueza, classe, cor de pele e cultura. Infelizmente a mídia, associa qualquer crime praticado por um muçulmano, como sendo ensinado pelo Islam. Exemplos:

História 1 – No Egito

“Vejam aquele rapaz matou a esposa, lógico, ele é muçulmano! São todos terroristas. Coitada das mulheres muçulmanas.”

História 2 – No Brasil

“Vejam aquele homem, matou a esposa á facadas. É um doido mesmo.”

É isso que acontece. Se ele é um cristão, um judeu, um ateu, nós não sabemos. Ninguém menciona a religião dele (se ele tiver), só se lembram de dizer que ele é um doido. Que injustiça.

Dias atrás, estava assistindo TV. Um rapaz resolveu assaltar uma loja nos EUA. Quando ele chegou lá, o dono da loja, muçulmano, o ameaçou com uma arma. O ladrão se ajoelhou no chão, pedindo clemência, dizendo que tinha família para cuidar e começou a chorar. Sabe o que o dono da loja, muçulmano, fez? Ele simplesmente, ofereceu pão ao ladrão e ainda deu uns trocados em dólares para o rapaz, e o deixou ir. Alguém mencionou que ele era muçulmano? Obviamente que não.

Enfim, o post de hoje é para ilustrar o que eu disse no começo: pessoas de má índole trascendem povos, culturas e religiões. Vamos analisar alguns dados e pensar duas vezes antes de dizer que os muçulmanos são violentos:

A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil.

Segundo pesquisa da OMS (Organização Mundial de Saúde) publicada em 2005, 23% das mulheres entrevistas na Grande São Paulo afirmam ter sido influenciadas pela violência contra a mulher, direta ou indiretamente, pelo menos uma vez durante suas vidas.

Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (IVW, ligada ao governo da Holanda e à ONU), que pesquisou a violência doméstica com 138 mil mulheres, de 54 países, o Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica: 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a este tipo de violência.

Pelo menos uma em cada três mulheres ao redor do mundo sofre algum tipo de violência durante sua vida, de acordo com estimativa da Anistia Internacional.

De acordo com o Conselho da Europa (integrante do sistema europeu de proteção aos direitos humanos), a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de tráfego.

Nos Estados Unidos, as mulheres representaram 85% das vítimas de violência doméstica em 1999, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com a Linha de Atendimento Nacional de Violência Doméstica, quatro milhões de mulheres americanas experimentaram um ataque violento sério, de seus parceiros em um período médio de 12 meses. Na média, mais de três mulheres são assassinadas por seus maridos e namorados todos os dias, isto é, aproximadamente 5.500 mulheres são espancadas até a morte desde 11 de setembro.

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que cerca de 70% das vítimas de assassinato do sexo feminino foram mortas por seus maridos.

A Anistia Internacional afirma que esses números representam apenas “a ponta do iceberg” já que a violência contra a mulher geralmente não é reportada, pois as vítimas se sentem envergonhadas ou sentem medo.

Fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas.

Produz conseqüências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, e impactos graves sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher.

Entre 25% e 50% das sobreviventes são infectadas por DST. A cada 4 minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.

70% dos incidentes acontecem dentro de casa, sendo que o agressor é o próprio marido ou companheiro.

Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarramentos, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos.

Fonte: Violência contra a Mulher

Reflitam.

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Publicado em setembro 9, 2009, em De tudo um pouco... e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 26 Comentários.

  1. A verdade é que é tudo muito triste ne Marina, a falta do respeito culminou as pessoas. O que tudo nos indica é que a vinda de JESUS esta muito proxima, embora ainda tenhamos esperança nas pessoas podemos ver que o amor é algo cada vez mais distante da sinceridade e de ser alcançado. Pedimos a DEUS todos os dias para nos livrar de pessoas tao sem DEUS no coração, pessoas que nao medem repsonsabilidades, desmotivadas, ganhadas pela armagura e rancor que invade esses coraçoes e refletem em seus atos a maior crueldade do mundo. Religiao, cultura, costumes de nada valem para essas pessoas que estao de ouvidos tapados para as coisas de DEUS.
    Que DEUS tenha misericordia de todos nos ne Má , porque o preconceito tambem agride e machuca muitos coraçoes que só querem um pouquinho de respeito =]. Parabens pelo post Má !!!!

    bjuuuuuuu
    fica com DEUS =]

    • Bem fiquei surpreendida e ao mesmo tempo feliz ,pois o surpreendente foi q logo após passar por uma situação identica ao comentado neste artigo durante um curso o qual estava participando e onde o assunto não tinha nada com a questão da mulher muçulmana,pois ao chegar em casa indignada e ao mesmo tempo revoltada por ter q ouvir comentários discriminatórios de um que se diz professor (de uma matéria q não faz parte deste comentário racista),lógico q não aceitei a sua colocação pois eu cá mulher muçulmana conheco muito bem os conceitos e os fundamentos da minha religião,e os quais não estão relacionados de forma alguma a este comentários.Acho q muitos por desconhecimento e outros infelizmente por racismo e querer agredir e denegrir com o islamismo adotam estam atitude deplorável.Nunca me calarei frente a estes comentários ,e o que eu peço aos menos esclarecidos sobre o islamismo e o lugar na mulher nele não julguem por embasamentos da midia e de outras formas de comunicação mais conhecam a fundo o islá antes de fulgar.

      Que a paz de Deus esteja com voçes.

  2. Esse blog que você indicou é muito lindo! Já começa pelas músicas que se pode ouvir, cria um ambiente tão gostoso, passo um tempão lendo! Aprendi muita coisa sobre o Islamismo lá. 🙂

    Concordo totalmente com a comparação que fez em relação a tirar um caso como regra. Não suporto esse tipo de coisa e penso que nada deve ser avaliado por visão RELIGIOSA. Uma religião não é culpada por falhas de caráter e erros que todos nós cometemos, pois somos seres imperfeitos.

    Também fico irritada quando vejo pessoas generalizando os muçulmanos. Conheço 3 rapazes muslins, um deles é casado, e vi poucos casais felizes como ele e sua esposa. Aliás, ela é linda e gosta de lilás como eu, haha.

    O Brasil é fichinha em violência contra a mulher, só aqui na rua onde moro já vi QUATRO CASOS e infelizmente em APENAS UM a mulher tomou providências legais. Só pra constar: um era católico não praticante, outro era evangélico, outro eu não sei e o outro era do Vale do Amanhecer. Pelo menos nos casos que vi, nenhum tem a ver com religião.

    Beijos.

  3. Uma das coisas que faz alimentar esta informação distorcida sobre o Islamismo é a associação direta dos extremistas com a religião. Aqui na Italia tem varias documentarios que mostram crianças, de 2-3 anos, sendo alienadas com idéias terroristas, morte aos não mulçumanos e israelitas etc.
    Eu mesma já participei de um congresso onde diziam que o Alcorão diz que quem mata por Alah receberá 100 virgens no paraíso, o que justificaria os atentados e a falta de medo em morrer.
    Disse tudo isso pq eu acredito que a falta de informação e o senso comum ajudam a aumentar as visoes distorcidas sobre o que envolve as demais religioes.
    Vou te expor algumas das minhas observaçoes:
    * O Brasil é cristão e 70% católico. Depois destes, vem os evangélicos. Quantas vezes vc viu o evangélico ser visto como uma pessoa normal, séria e responsável na mídia? Nem mesmo nas novelas (nao lembro de nenhuma) isso aconteceu como ocorreu com os mulçumanos, os buditas, nova era, e agora, hinduista.
    * O budismo e hinduìsmo sao vistos como religioes pacificas mas a midia nao relata o assassinato de milhares de cristaos na India, Nepal, e outros paises, por parte de monges desta religioes. Basta uma busca no google para ver o que anda acontecendo.
    …………..
    Ou seja, as pessoas nao estao interessadas em conhecer e, principalmente, a respeitar a religiao dos outros. O diferente assusta e enfatizar os exemplos negativos è como afastar a possibilidade de estar perto do desconhecido.
    …………
    Outro dia lembrei de seus post sobre a dificuldade de relacionamente entre casais mulçumano e cristaos. Aqui na Italia, depois de tantos casamentos desfeitos, mortes (!), os italianos dizem claramente que melhor è casar com alguèm dentro da propria cultura como se todas estas problemàticas nao acontecessem nos casamentos “normais”.
    ……..
    Ah, para acrescentar as informaçoes deste post: cresce na Itàlia o assassinato de mulheres, por parte de seus maridos/namorados/companheiros, com o fim do relacionamento. Geralmente, nestes casos, eles matam a esposa e os filhos. Como vc disse, tudo relacionado a depressao etc mas nada a religiao.
    .
    Bjos

  4. Apesar de não estar disposta pra escrever um monte sobre esse assunto, e isso daria um cometário enorme. Eu acho Marina que você(eu outras mulheres mulçumanas) desempenha um papel muito importante quando mostra publicamente o que é ser um mulçumano, e uma mulher mulçumana. Parabéns, continue escrevendo muito e por muito tempo, porque nós(me refiro ao mundo todo) temos uma capacidade muito grande de alienação, de acreditar naquilo que é mais conveniente, e hoje conveniente é acreditar na mídia que esconde fortes interesses por trás das noticias que nos chegam.
    Abraços.

  5. Olá!
    Primeiro que fico toda me achando quando você tão generosamente cita algo meu aqui.
    E falando sobre seu post: claro que tem razão. Julgar se fulano presta ou não baseado apenas no critério religião é burrice. Se fosse assim seria fácil separar o joio do trigo. Acho que a gente tende a buscar justificativas simples para um problema complexo. Muçulmanos agridem? Alguns infelizmente sim. Cristãos agridem? Alguns sim. Judeus idem. Ateus idem. O problema está em outro lugar que não a religião.
    Mas isso dá outro post…
    Beijos, moça.

  6. Marina, concordo com o post. É fato que a islamofobia cresce e isso alimenta esse tipo de preconceito . Porém, vcs citam dados ocidentais apenas, muitas vezes países muçulmanos ficam de fora de algumas dessas pesquisas ou não possuem instrumentos, tipo um ibge, pra dar conta desses dados.

    Infelizmente, o brasil, assim como outros países, tem uma delegacia e leis específicas para ajudar mulheres. Infelizmente pq é triste que seja necessário criar essa distinção de genêro.Boa parte dessas barbaridades não são denunciadas aqui, onde teoricamente vc pode ser amparada, vc realmente acha que no interior do paquistão, assim como no interior do nordeste, vão denunciar?

    Machismo não é exclusividade árabe ou muçulmana. O Brasil é muito machista, mulher ainda é propriedade e deve obedecer o seu marido, ou dono. Com certeza, isso tbm acontece em países muçulmanos. Estupro no casamento ainda é um tabu por aqui e, com certeza, por lá tbm. Temos o péssimo hábito de achar que realidade é aquela que conhecemos, mulheres de classe média, estudadas, de sp, cairo e ignoramos que existem realidades bemmm menos favoráveis aqui perto.

    Tradicionalmente a virilidade masculina está diretamente relacionada a agressividade. Ensinamos os meninos a serem machos desde cedo. Isso em países onde a sua honra é medida pelo oq a sua esposa, irmã ou mãe fazem é a receita pra desgraça. Daí é que nascem os crimes de honra.

    Não acho lógico dizer que muçulmanos batem mais ou menos em mulheres. Assim como não é lógico insinuar que o o mundo ocidental possibilita isso…Já que devemos nos cobrir pra não ser alvo de estupro, como esse site indica.

    Homens escrotos nascem em todos os lugares e são criados, muitas vezes, acreditando que são superiores e que podem fazer o que bem entenderem com mulheres. Pior é qnd são as próprias mães que já cultivam muitos desses preconceitos ensinando que algumas mulheres são pra comer e outras pra casar, que respeito e agressividade são sinônimos etc.

    bjs

    • Concordo com vc. Apenas que nós no Brasil temos leis para nos proteger e temos um estado laico para aplicar essas leis. Se são bem aplicadas ou não é outra história.
      A vidas das mulheres que vivem em países de regimes teocráticos islãmicos é bem diferente das mulheres muçulmanas que vivem em países do ocidente. Na Arábia Saudita, onde se vive a interpretação mais estrita do Alcorão, as mulheres são tratadas de maneira muito diferente da dos homens: não podem viajar sózinhas, não são estimuladas a estudar, não podem dirigir, na hora da partilha por herança tem menos direitos que os homens, etc… Se um muçulmano quer se divorciar, basta que rejeite a mulher 3 vezes. A mulher se quiser se divorciar, precisa da autorização dele, do pai e entrar com processo na justiça e a esposa ainda perde todos os direitos sobre os próprios filhos. Mlheres ocidentais, principalmente na Espanha, que se casaram com muçulmanos tem seus filhos levaods pelos pais para os países muçulmanos e nunca mais os vêem. Agora mesmo no Brasil, uma mãe está lutando para reaver a filha de 6 anos que foi levada pelo pai para o Líbano.
      Se a mulher muçulmana é estuprada, se quiser denunciar tem que ir ao tribunal com 4 testemunhas homens, porque sua palavra não é levada em consideração por ser mulher e se a denuncia não for aceita e o estuprador negar a autoria do crime, a mulher corre o risco de ser condenada à morte por adultério. Aqui no Brasil nenhuma mulher é ocndenada pela justição à morte por ter sido estuprada ou por ter traído seu marido.
      Esse é o problema dos países muçulmanos, vivem numa teocracia patriarcalista e toda teocracia tratam as mulheres com inferioridade. Os judeus ortodoxos tem uma oração diária para eles:” Graças a Deus não nasci mulher.” Mas vivem num país democrático e por isso não podem impor a toda a popoulação seus ideiais conservadores. Bem, diferente das repúiblicas islãmicas do Irã, Arábia Saudite e etc…
      Violência contra a mulher, discriminação contra a mulher é um mal em todo o mundo, mas se torna mais grave quando as religiões tornam isso sagrado, por definirem papéis diferentes para o homem: o homem é para deus, a mulher para o homem; o homem é superior e a mulher inferior. E a diferença de um estado laico para um teocrático, e que nos estados laicos as muheres podem se organizar e lutar por leis que as protejam e que não as discriminem, podem estudar, trabalhar sem a permissão do marido ou do pai. São um pouco menos discriminadas.
      Pra mim então, o grande problema é se misturar estado com religião. Religião é de foro intimo e deve ser vivida em sua casa e em seus templos. Cada um na sua e se respeitando, seja cristão, muçulmano ou judeu. E vale lembrar que nos paises ocidentais, existe liberdade de culto, o que não é relidade em muitos países muçulmanos onde professar abertamente outra religião é considerado crime.
      É só.

  7. Juli, ninguem esta dizendo que nos paises muçulmanos nao ha violencia. os dados ocidentais sao apenas pra reforçar a ideia de que a violencia contra a mulher é problema mundial, pois, mts pessoas so se lembram de acusarem os muçulmanos de serem agressivos, porem se esquecem da sua propria realidade, que pode ser igual ou até pior do que nos paises arabes.

    mas ha uma diferença, no brasil, estupro passa impune, agora pergunta-me o que acontece no egito, se uma mulher é estuprada? pena de morte.

  8. Outra coisa Juli, quando vc diz “Assim como não é lógico insinuar que o o mundo ocidental possibilita isso…Já que devemos nos cobrir pra não ser alvo de estupro, como esse site indica.”

    Eu sou uam muçulmana, vivo no Brasil, tenho 18 anos, sou mt jovem. Uso o véu islamico e a roupa islamica completa. Para ilustrar que isso que vc disse nao é verdade:

    Um dia estava andando na rua, e passou uma mulher de roupa apertada, e totalmente descoberta. Dois rapazes passaram por ela, e começaram a mexer, assoviar, quando eu passei, o que aconteceu? Nada. Quando eu nao usava o hijab, varias vezes na rua ouvia alguma coisa dos rapazes, hoje já nao ouço. Alias, depois de usar o véu, os homens tem mt mais respeito por mim. Quando entro no onibus ou metro, muitos se oferecem para dar o lugar para que eu sente.
    A partir do momento que vc perde seu pudor, e decencia, vc abre espaço para varios tipos de agressoes.

  9. Acho que também penso como a Mariam.

    Sou cristã e não uso decotes, roupas curtas, a blusa sempre cobre a parte da “bunda” e sempre cubro meus braços e ombros. É muito difícil um homem mexer comigo na rua, caso raro mesmo, porque isso depende do respeito que você impõe com sua postura.

    Já essas moças que andam de barriga de fora, decote e roupa curta, estão PEDINDO para que os homens falem coisas. Ela não está expondo o corpo? Pois que aguente os comentários. Se não quisesse ser alvo disso, teria pudor e cuidado com o próprio corpo. Se exibir o corpo…

    Não estou falando pra todo mundo usar hijab, porque nem todo mundo é muslim. Mas é possível impor respeito com as roupas ocidentais numa boa.

  10. Eu IDEM, Jarid e Mariam.

    Tenho uma conhecida q gostava(mudou, Graças a Deus) de vestir-se totalmente o oposto, mais o agravante de como se tivesse -20 anos de sua idade real.
    Eu queria mooorrer!!! Qdo o povo mexia c/ ela do meu lado. Ñ tinha um lugar onde eu me escondesse. Ainda mais q ela respondia na lata, o “Elogio”( hãã??).
    Passado anos a fio…ela enfim mudou.
    E agora??? Adora o respeito q tá recebendo. Diz q as pessoas a tratam como se fosse uma Lady, até perguntam se ela ainda mora no Brasil??

    COMO ÉÉÉÉ???
    MAS, ESSA EU ODIEI QUANDO OUVI.

    Quer dizer q se dá ao respeito qdo vai morar no exterior, éé?? E quantas q vivem aqui mesmo q nunca colocaram as havaianas fora do Brasil??
    Ainda BEM, q a pergunta ñ foi perto de mim!!!!

  11. Nao sei porque vcs compram briga por mulsumanos,eles mesmos nao estao nem aih ….eles nao estao interessados no que as outras pessoas pesam ou deixem de pensar deles…violencia existe em todo mundo.Outra coisa,nao eh a roupa que faz te respeitar…O que se faz se respeitar eh sua postura diante das pessoas da sociedade..nao entendi essa pergunta…voce ainda mora no Brasil?hahhahahhaha patetico…

  12. Eu estou muito aí sim dona Maia Inez. Se os seus amigos muçulmanos nao estao, problema é deles. Roupa impoe respeito sim! Sai de mini saia na rua e ve a credibilidade que vc vai ter! Sou prova viva disso.

    • Independente de credo ou postura, é uma realidade q tds sabem(quem quer ver, claro!!) q vestimenta fala mais q postura. Tanto é q conta muito no trabalho o modo como as pessoas se vestem,ou alguém leva a sério uma pessoa de mini-saia, roupa decotada ou transparente no trabalho???
      Bom, tem uns q precisam mesmo desses modelitos…
      Tbm temos os desfiles q fazem a cabeça da população, mas tenta usar fora da passarela. Até parece q alguém tem o cargo de juíza, de professora, de chefe, de advogada, de médica, de jornalista, de… etc, etc, etc… vestindo assim digamos, bem à vontade.

  13. Um belo texto o seu e um alerta mto bom!
    A violência contra a mulher é presente em qualquer lugar do globo terrestre. E independe de sexo, cor de pele, religião ou coisa e tal! O que deve ser mudado nas pessoas é o modo de interagirem o homem e a mulher.
    O homem precisa entender que o machismo, o senhor… já virou lixo. Não tem mais valor algum. O homem sensível não é sinônimo de homossexualismo. É sinônimo de cavalheirismo.
    E a mulher cabe não ser tão subjugada pelo homem assim. O tempo de submissão já acabou…
    Elas não querem direito iguais? Então tem que se portarem no mesmo patamar deles!

    A violência contra a mulher só vai acabar qdo houver maior conscientização da sociedade! Qdo houver gente disposta a ajudar a acabar com tão ultrajante episódio!

  14. Marina linda e querida,

    Além da saudade do seu blog e de vc achei a postagem super pertinente.

    Já falei isso mais de uma vez, eu odeio “títulos”. Então o cara é violento pq é muçulmano? Todo evangélico é bobo? Todo macumbeiro é mau?

    Peraí né…

    Eu te digo que o meu relacionamento com um muçulmano foi o mais lindo até hoje… Não deu certo? Beleza! Mas eu guardo comigo uma lembrança linda de um homem bom (não é pq não estou com ele que ele não presta), que me tratava como uma jóia rara, me respeitava e é fiel a Deus.

    E agradeço a Deus tê-lo trazido para minha vida…foram meses lindos, conheci o islã, conheci vc, cresci, aprendi a me valorizar… ué? e ele não era muçulmano?

  15. Marinaaaaa cade voceeeee !!!!!!

  16. Não concordo, gosto muito do que você escreve e cada dia aprendo um pouco mais sobre outra cultura, mas sei que esta se baseando em fatos ocidentais, pois no oriente a maioria das mulheres nem existe, não tem registros, não e nem considerada cidadâ, pois lhe digo muitas morrem e são interradas no quintal de casa, e ninguém faz nada. Trabalhei com mulçulmanos maravilhosos pessoas muito gentis, e eles falavam que infelizmente isto acontece muito, e não e por que é pobre ou não tem estudo, simplismente o faz, muitos para mostrar o poder de homem, outros porque viu o vizinho fazer e por ai vai…

    • Oi Marcia,

      o que apresentei no post so dados concretos. Em todo o mundo existe violncia contra a mulher, isso no exclusividade de nenhum povo, e sinceramente, morei no Egito 9 meses e no presenciei atos de violncia domstica muito menos de humilhao de mulheres em nenhum lugar que fui, e dentro das casas as esposas so bem respeitadas em boa parte das famlias. Claro que deve haver gente ruim, mas isso de formao de carter e muitas vezes conforme o pas, sabemos das mazelas do Afeganisto, por exemplo, mas no podemos generalizar s porque um fala, ou outro acha. No Brasil eu vejo a situao da mulher muito mais crtica que no Egito, por exemplo.

      Beijos marina

  17. Mila

    Não sei se postou um email verdadeiro mas vou responder.

    Olha, se vc leu direito a notícia que postou, viu que quem fez a denúncia foi o Centro Egípcio pelos Direitos da Mulher, ou seja, os países islâmicos estão começando a ter sim organizações pra defendê-las… o problema do seu comentário é que vc julga que todos os males destes países é a religião, qdo no Alcorão se prega totalmente a igualdade da mulher, inclusive no voto, mas infelizmente homem machista tem em todo lugar, a exemplo de nosso querido Brasil. Se vc quiser argumentar por meio de links e estatísticas, é muito fácil e o Brasil, apesar de tantas leis e associações para proteger a mulher, está longe de ser exemplo, infelizmente homem ruim tem em todos os lugares e religiões. Acho generalizar da forma que fez um erro terrível.

    Brasil tem um crime sexual por hora na internet: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4425688-EI12884,00-Brasil+tem+um+crime+sexual+por+hora+na+internet.html

    Holanda (vamos lá, bom exemplo de democracia): 12% das holandesas já foram estrupadas http://www.rnw.nl/portugues/article/pesquisa-revela-que-12-das-holandesas-foram-vítimas-de-estupro

    Essa aqui tem tanta estatística bonita do Rio: http://noticias.r7.com/rio-e-cidades/noticias/numero-de-estupros-dobra-no-estado-do-rio-em-outubro-20091202.html

    Aqui entre alguns dados está América Latina- A violência doméstica incide sobre 25% a 50% das mulheres e A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por urna pessoa com quem mantém uma relação de afeto; pode ler: http://www.datasus.gov.br/cns/temas/tribuna/violencia_contra_mulher.htm

    A cada 8 minutos um menor é abusado no Brasil: http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/05/18/ult1766u16271.jhtm

    E veja como a Anistia Internacional mostrou que somos um mundo mto legal mesmo, o Egito está citado, assim como outros países que segundo seu comentário, seriam exemplos de democracia:
    •Pelo menos uma de cada três mulheres ou, dito de outra maneira, até um bilhão de mulheres foram
    golpeadas, forçadas a uma relação sexual não desejada, ou submetidas a abusos durante sua vida.
    Geralmente, aquele que abusa delas é um membro de sua própria família ou conhecido (E, L Heise, M
    Ellsberg, M Gottemoeller, 1999).1
    •47% das mulheres dizem que sua primeira relação sexual foi forçada (A, OMS, 2002).
    •Até 70% das mulheres vítimas de assassinato morreram nas mãos de seus cônjuges ou companheiros
    (A, OMS, 2002).
    •No Quênia, estimava-se que mais de uma mulher morria a cada semana pelas mãos de seu
    companheiro (E, Joni Seager, 2003).
    •Na Zâmbia, cinco mulheres morriam a cada semana nas mãos de seus companheiros ou de um familiar
    homem (E, Joni Seager, 2003).
    •No Egito, 35% das mulheres disseram receber surras dos maridos em algum momento durante seu
    matrimônio (A, UNICEF, 2000).
    •Na Bolívia, 17% de todas as mulheres com idade superior a 20 anos haviam sofrido violência física nos
    doze meses anteriores a pesquisa (A, OMS, 2002).
    •No Canadá, o custo da violência contra a família chega a $1.600 milhões ao ano, incluindo tratamento
    médico e perda de produtividade (A, UNICEF, 2000).
    •Nos Estados Unidos, a cada 15 segundos uma mulher recebe uma surra, geralmente de seu cônjuge ou
    companheiro (The World’s Women 2000, ONU).
    •Em Bangladesh, as mulheres assassinadas por seus companheiros constituem 50% de todos os
    assassinatos (E, Joni Seager, 2003).
    •Na Nova Zelândia, 20% das mulheres disseram ter sido espancadas ou submetidas a abusos físicos por
    seu companheiro (A, UNICEF, 2000).
    •No Paquistão, 42% das mulheres aceitam a violência como parte de seu destino; 33% se sentem
    impotentes para oferecer resistência; 19% protestaram e 4% fizeram alguma coisa a respeito (Estudo
    governamental realizado em Punyab, 2001).
    •Na Federação Russa, segundo informação de organizações não governamentais russas, 36.000
    mulheres recebem uma surra diária de seus cônjuges ou companheiros. (D, OMCT, 2003).
    •Na Espanha, no ano de 2000 foi registrada a morte de uma mulher a cada cinco dias nas mãos de seu
    cônjuge ou companheiro (D, Joni Seager, The Atlas of Women).
    •No Reino Unido, cerca de duas mulheres morrem por semana nas mãos de seus cônjuges ou
    companheiros (E, Joni Seager, 2003).
    A VIOLÊNCIA SEXUAL
    O estupro é a maior violência sexual. A violação também está associada à gravidez não desejada e
    às enfermidades transmitidas sexualmente, incluindo HIV/AIDS. Todavia, o estupro raramente é denunciado
    devido ao estigma que carrega. A punição ainda não é freqüente.
    Imagens do mundo
    •Uma em cada cinco mulheres será estuprada ou objeto de uma tentativa de estupro durante sua vida
    (OMS, 1997).
    •Na África do Sul, 147 mulheres são estupradas por dia (Instituto Sul-Africano de Relações Inter-raciais,
    2003).
    •Nos Estados Unidos, se estupra uma mulher a cada 90 segundos (Departamento de Justiça dos
    Estados Unidos, 2000).
    •Na França, 25.000 mulheres são estupradas a cada ano (Lobby Europeu de Mulheres, 2001).
    •Na Turquia, 35,6% das mulheres sofrem estupro conjugal ocasionalmente e 16,3% freqüentemente
    (Pesquisas publicadas no ano de 2000, Mulheres e sexualidade nas sociedades mulçumanas. WWHR
    Publications: Estambul, 2000). O link esta aqui: http://www.amnesty.org/en/library/asset/ACT77/034/2004/en/8d622b78-d60e-11dd-bb24-1fb85fe8fa05/act770342004pt.pdf

  18. Olá,

    Hoje saiu uma notícia sobre esse assunto no uol:
    Disque-denúncia contra violência doméstica registra aumento de 112% nos atendimentos

    Vejam o link: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/08/03/disque-denuncia-contra-violencia-domestica-registra-aumento-de-112-nos-atendimentos.jhtm

    O número do Disque-denúncia é 180. Quem passa por isso, por favor, não sofra calada! Ligue! É o nosso direito e dever para com nós mesmas.

    Beijos.

  19. A diferença nobre amiga é que aqui o Estado vê de fato como algo realmente pernicioso, e o nosso judiciario condena de fato, vide lei Maria da Penha. Ao contrário por exemplo do Paquistao que só 2% dos casos chega a justiça , e o Governo afirmou que era mais fácil criar mulas….. A diferença é só essa querida!

  20. Fazendo um adendo: No irã”Apedrejamento

    “A resposta é bem simples. É por eu ser uma mulher, é por eles acharem que podem fazer o que quiserem com as mulheres, neste país”.

    “Para eles, adultério é pior que homicídio. Mas não todos os tipo de adultério: um homem adúltero pode nem ser preso, mas uma mulher adúltera é o fim do mundo”.

    “É por estar em um país onde as mulheres não têm o direito de se divorciar de seus maridos e estão privadas de direitos básicos”. ”

    Isso aí foi a própria condenada pela justiça, vc acha justo morrer apedrejada por um erro???? Acho que Maomé nao condaria….

    Mudemos de país. Libano, qual a justificativa de nao aprovar uma lei semelhante a lei maria da pennha?? “A lei está barrada no senado do Líbano por conta das bancadas religiosas. A desculpa? Vai confundir a definição de família no Líbano, diminuindo o poder que o homem tem dentro de casa e como chefe de família. É sério isso. ”

    é por isso que o ocidente fala que vcs sao oprimidas e tem pena. Eu por exemplo nao tenho, se vc acha que o Estado está certo de acordo com sua religiao, só tenho a dizer seja feliz e continue a obedecer seu marido para nao acabar em maus lençois.

    Lembrando que admiro sua fé, força de vontade e dedicacao a Deus. Só acho que a vida é feita de equilibrios nao acho o ocidente certo e nem o oriente certo.

    bjus

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