Quebra cabeça


Mãe e uma palavra muito pequeno para seu sentido, este que vai muito  além “daquela que dá a vida”.  São apenas três letras para descrever uma das relações mais primitivas que nós, como ser humanos, temos. O amor de mãe, na forma humana, ganha mil facetas, eu sei, porém toda mãe começa igual, seja ela mulher, gata, peixe, pata ou lagarta. A “mãe” nasce quando sua cria vem ao mundo, e quando se torna o dever dela cuidar para que a continuação da espécie seja garantida. A mãe, na ciência, nada mais é que um escudo, com um único dever muito claro, ensinar a gente a comer, a andar sozinho e crescer, até que seja a nossa vez de continuar este ciclo.

Porém, quando se trata de gente como nós, a mãe ganha uma proporção que extrapola o instinto selvagem. Tanto que nós, como bebês e crianças, não sobrevivemos sozinhos. Enquanto um gatinho leva dois dias para estar andando, um bebê vai um ano. Enquanto um cãozinho em questão de seis meses nem se lembra mais de quem o pariu e pode até procriar, nós precisamos de uns bons 20 anos para nos tornarmos adultos de verdade, capazes de vivermos por conta. Pode nem ser a mãe que cuida de você, mas é um parente, uma instituição ou até o governo que é seu tutor, se você é menor de idade.

E nossa mãe não só nos ensinar a comer, nos vestir e caminhar sem apoios. A nossa mãe (que pode não ser de sangue, mas aquele que cuida de você, mesmo que seja um ‘pãe’, pai que tem de ser mãe, ou vó, tia, vizinha, etc) é fundamental para nossa formação de caráter. É na voz daquela mulher (agora já personificando este texto em minha mãe) que te dá bronca, que te guia, que te fala o que é certo, justamente para quando você estiver em seu momento de rebeldia, fazer tudo o contrário.

E eu tive sorte de ter muitas e muitas mães perto de mim a vida toda. Minha mãe, que com sua alegria e fé, sempre me deu o exemplo maior de amor sem barreiras. Minha mãe sempre colocou a palavra família à frente de tudo, até de suas opiniões ou impressões. Foi minha mãe que, quando quis partir, disse para mim que o livre arbítrio era a maior prova do amor de Deus para conosco, e por isso ela me dava essa mesma liberdade para caminhar. E justamente hoje li no Facebook de uma amiga a frase: “a boa mãe é aquela que se torna desnecessária com o tempo”, e foi isso que minha mãe sempre tentou fazer, nos tornar filhos independentes e com vida própria, sem precisar de carência ou controle, pois ela sabe que quem ama, sempre estará perto.

E também temos as avós, as bisavós, que transferem parte de seu amor para os que vem depois, com a alegria de ver a família crescendo. E cada uma, com seu jeito, foi moldando meu caráter, meus gostos, o que eu gostaria de ser. Sempre tive exemplos tão maravilhosos ao meu lado, que às vezes me bate uma culpa quando faço errado ou tão diferente do que me ensinaram.

E aí, na minha vida tenho um mosaico de mães tão colorido e vasto, que fica fácil ser feliz.

Já tive ‘mãe’ que é altiva, séria, me ensinou que em certos tempos, não poderei rir, mas que racionalizar iria me salvar de muitos problemas.

Mãe que é atlética, jovial, que olha para frente a todo momento e não dá espaço para a dor. Me fez pensar que cada minuto deve ser aproveitado sem medos.

Mãe que agarra, que beija, que quer saber cada detalhe do seu dia, do que comeu e com quem falou. Mostrando que o carinho e o calor humano também são importantes, que não posso ser fria diante da vida, ou tudo perde a graça.

Mãe que não vê, mãe que não tem voz para falar. Apontando que não são as coisas materiais ou palpáveis que devem me guiar nesta vida.

Mãe que faz piada, ri toda hora e até na hora de partir contagia qualquer um com bom humor e inocência. Explicou que a felicidade está na forma em que a gente encara a vida.

Mãe que está perto ou está longe, que envolve a gente de cuidado seja mostrando um caminho ou apenas orando… mães que me inspiraram a um dia também querer ser mãe, a ser mais uma peça desse quebra cabeça lindo que cada um monta em sua vida.

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Publicado em maio 13, 2012, em No Brasil e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Raquel Rodrigues

    Amiga que lindooooooo fiquei emocionada com sua declaração, sinto tanta saudade da miha mãe, e uma das coisas que nunca esqueci foi a quantidade de “mães” que ela me deixou na memória parabéns pelo post vc cada dia me surpreende mais

  2. Mãe é tudo de melhor q Deus poderia nos dar de presente 😉

  3. naturalsapiens

    obrigado

  4. Muito lindo seu texto, Ma. Não sabia como sua mãe tinha reagido quando você decidiu ir para o Egito e achei lindo da parte dela dizer o que disse. Quero eu ser uma mãe como ela e como essas que você descreve no texto 🙂

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