Sete anos


Sete anos de uma viagem insana, mas maravilhosamente doce. Sete anos de busca por um equilíbrio quase sempre tão sensível. Sete anos em que duas culturas tão diferentes se fundem em prol de um relacionamento que parecia pouco provável de dar certo. São sete anos incríveis ao seu lado, apreciando a vida como de uma varanda fresca. Há dias de chuva, de frio, de medo e torpor, mas a maioria foi de calor.

Um pequeno pedaço de nossa história está neste blog, em um dos posts contei um pouco do que aconteceu naquele 3 de janeiro de 2007. Aqui está:

***

Quando cheguei na minha futura casa, senti um grande conforto. Estava ali, parada naquela rua em frente a um futuro novo. Estava tranqüila e não sentia mais nenhum timidez diante daquela nova família, só estava morrendo de curiosidade para ver mais coisas daquele país, mas o cansaço não deixava. Mostafa e seu tio pegaram as malas e mama abriu o pesado portão de ferro. O prédio era diferente dos que estava acostumada no Brasil, mas era muito parecido com todos os que tinha visto no Egito naquele curto espaço de tempo. As paredes tinha um acabamento rude e tudo parecia tingido de cor de deserto.

Ao entrar no hall, o chão era encardido e as escadas não pareciam pertencer a uma propriedade particular, pois estavam mal cuidadas. Mostafa já tinha me avisado que o prédio não tinha elevador, mas eu pensei que não seria tão complicado assim subir uns lances de escada todos os dias. O único detalhe é que estávamos no quinto e último andar, e carregar duas malas de 32 quilos para cima não foi muito simples. Mas Mostafa estava extremamente ativo, e antes que eu começasse a pensar em soluções, ele chegou com a bagagem lá em cima.

Eu não me lembro bem das primeiras impressões que tive da casa, o cansaço era tanto que minha memória perdeu muitos detalhes deste primeiro dia. Posso descrever como vi aquela casa e hoje me lembro dela. É um apartamento aconchegante, com tapetes cobrindo cada pedacinho de chão. Uma longa esteira de carpete cobre um corredor longo, cujos azulejos estão meio soltos e fazem um barulinho gostoso quando você passa por eles. Tem uma foto de Mansour na parede da sala, o pai de Mostafa, e esta foi a única forma em que pude conhecê-lo.  Também há muitos quadros com textos do Alcorão e tudo remetia a uma vida que eu sonhava em poder ter.

Entrei no quarto e Mostafa tinha preparado da maneira que eu escolhi. As paredes cor de salmão claro, e frisos de madeira avermelhada adornavam o teto. Um tapete com florais rosa fechava a decoração. Senti na cama e me senti confortável, em casa. E Mostafa veio e parou ao meu lado, me olhando e curtindo comigo aquele momento. Foram muitos quilômetros ultrapassados, barreiras não só físicas, mas emocionais também. Ali, naquele instante, concluíamos a maior missão de nossas vidas, que era a de nos encontrar.

A mãe de Mostafa me chamou e mostrou uma comida estranha, cheia de coisinhas pequenas todas misturadas. Eu disse que não estava com fome, para mim aquilo era novidade demais para o primeiro dia. Era koshari, que tinham comprado numa loja no caminho e que depois aprendi a apreciar.

Mostafa então me levou na cozinha e preparamos o primeiro chá – de milhares – juntos. Ele tinha prometido me fazer experimentar o tal do shay be leban, o chá com leite. Era uma delícia, e tudo me fazia sentir mais feliz e segura da minha mudança.

Conversamos muito, perdi a noção do tempo, mas quando decidimos descansar lembro que todo o resto já roncava de cansaço. Fiquei sozinha no quarto, claro, e quando acordei, Mostafa já estava me esperando do lado de fora. Pediu que eu reunisse todos meus documentos, pegou minha mão e fomos de taxi até o fórum da família de Alexandria.

Chegando lá, diversas mulheres vieram correndo me beijar, gente que se alegrava ao ver aquele acontecimento. Os egípcios adoram estrangeiros, e eu sendo uma brasileira de hijab, sempre era agarrada por mulheres aos beijos em tudo quanto é lugar. A tia de Mostafa é advogada e tinha um sorriso que mal cabia na boca. Todos me chamavam já de Jannah, meu nome islamico, e eu estava mais perdida que agulha num palheiro. Todo mundo rindo, feliz, e eu sem idéia do que falar, sem entender uma palavra que seja, apenas quando algo era traduzido para o inglês.

Dentro do fórum, passei por corredores depedrados, armários caindo aos pedaços e salas que me lembravam bem as escolas públicas do Brasil, descascadas e com móveis quebrados. Me ofereciam chá a todo instante e não se de onde me surgiam homens com copos do líquido quente. Outra mulher me deu doce, e várias colocavam a mão sob o queixo e olhavam para mim suspirando. Eu era “tipo” a celebridade. Chegaram mais umas pessoas, e Mostafa estava bem tenso. Ele mal falava comigo, se concentrando em tudo que lhe diziam, mas esquecendo de me traduzir. E eu fiquei esperando, até que me pediram para dizer umas coisas em árabe. Eu disse, e me deram papéis para assinar. E tudo em árabe, e eu assinei feliz da vida sem entender nada. E tirei impressões digitais, e nossas fotos foram coladas no documento. Faziam perguntas para o Mostafa e eu esperava. Até que viraram e perguntaram para mim, em inglês, quanto eu gostaria de pedir para o casamento.

– Ah, isso é o dote que tanto falam. – pensei.
– Bota aí umas 10 mil libras que tá bom. Ten thousands pounds is ok. – disse feliz.

Um silêncio pairou na hora e todos olharam para minha cara estarrecida. Mostafa arregalou os olhos e disse:

– Eu vou colocar uma libra, tá bom.
– Que uma libra o que, não precisa me dar o dinheiro, mas se você colocar uma libra vão achar que a gente é pobre ou pior, que você não tá me valorizando! – Falei com minha eloqüência de sempre.
– Não Marina, por favor, depois te explico, fala uma libra tá bom.
– Mas me fala agora, tem que ser 10 mil vai.
– Marina, depois te explico!
– Ok, ok, one pound. – falei contrariada e já me preparando para exigir uma boa explicação.

Então nos entregaram o documento, e lá estava escrito Marina, muçulmana e jornalista, e Mostafa, muçulmano e estudantes, estão casados. E assim foi, no dia 03 de janeiro de 2007, um dia após minha chegada ao Egito: já éramos marido e mulher perante a Deus e a lei.

Foi tudo tão rápido e confuso para mim, perdida numa língua estranha e sem saber como agir corretamente, que nem deu tempo de chorar ou ficar refletindo sobre este momento. Só sei que ao sair do fórum, logo já falei:

– Mas que história é essa de uma libra só, eu queria 10 mil para ficar mais bonito!
– Habiby, aqui só coloca um valor maior quem casa por conveniência ou acerto de famílias. Quem casa por amor, escreve apenas um valor simbólico, porque nada de material importa para este casal!

E aí chorei, mas de vergonha… Mas logo a tristeza passou, e comemorávamos nossa conquista a cada segundo, conversávamos muito e eu ainda tinha muita coisa pra ver e sentir. Chegando em casa, começaram os preparativos para nossa festa de casamento, que iria acontecer no dia 11 de janeiro.

Nós há sete anos

Nós há sete anos

 

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Publicado em janeiro 3, 2014, em No Egito e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 28 Comentários.

  1. Muito linda sua história!!! Pena que nem todas terminem com um fina feliz! Infelizmente o que mais vemos, são pessoas tentando tirar proveito da situação! Fico muito feliz por você e sua família! Que Deus os abençoe sempre!!!

  2. Que história mais linda…estou emocionada…estou sensível…estou apaixonada por um Egípcio…tudo o que eu mais queria era viver com ele aí no Egito, mas eu não devo ser boa o suficiente para ele. Enfim, parabéns ao casal, essas histórias me fazem crer que não importa como vc viveu, nem de onde saiu, o amor une as pessoas, eu nunca me senti tão estranha aqui no Brasil, me sinto como se fosse egípcia! Como se sentisse saudade de minha pátria! Algum dia quem sabe vou vivênciar essa emoção, parabéns novamente, vcs são lindos juntos!

  3. Linda estória de vida com muito amor e compreensão de ambas as partes, não é fácil unir duas culturas tão diferentes, requer paciência, atenção e acima de tudo um amor que cresce a cada dia. Parabéns aos dois por estes 7 anos de convivência.

  4. Linda a sua historia querida.Gostaria que a minha tambem fosse assim, o que me admira é que eles nao ligam para a idade ou tipo físico da mulher, eles se apaixonam pelo olhar!
    o meu habibi é 20 anos mais jovem e me ama muito e eu tambem aprendi a amá-lo.
    Em março ele está me esperando para conhece-lo pessoalmente e me dá um frio na barriga de medo. Será que a sua familia me aceitará por eu ser mais velha e estrangeira?

  5. Tenho uma pergunta que não quer calar! Por que os homens Egipcios procuram estar com mulheres mais velhas? Perguntei isso para um amigo Egipcio e ele me disse que ele sempre gostou de mulheres mais velhas, desde que era adolescente. Isso é verdade? Faz parte da cultura deles?

    • Corina,

      vou ser sincera com voc, eles buscam “estrangeiras” mais velhas, o que muito diferente do normal pra eles. Nesses casos, quase sempre esto atrs de um visto para sair do pas, e so mulheres com mais idade que tem condio financeira de bancar esse tipo de coisa sem cobrar muito deles, pois existe a questo da carncia tambm. A nessa combinao infelizmente que nascem a maioria dos relacionamentos que do muito errado. Por isso importante ficar atenta e saber que na cultura egpcia no normal – muito pelo contrrio – um casamento com mulher mais velha, ainda mais se for acima de 10 anos de diferena.

      abraos!

      Em 3 de janeiro de 2014 13:46, Egito e Bras

  6. que lindo Marina.. Estou de fato emocionada! Allah Abençoe por muitos anos essa linda Uniao! ❤

  7. Oi, Marina!
    Minhas congratulações à família. Toda união enfrenta barreiras, contudo você foi guerreira! havendo amor e perseverança, tudo é possível.
    Gosto muito de seu estilo de escrita, Marina. Acompanho seu blog a tempos; já li bastante dele, um dia termino.

    Um abraço.

  8. Olá Marina!

    Parece que foi ontem quando comecei a acessar seu blog em meados de 2008. Na época não existia tantos blogs sobre namoro com árabes. Apesar de gostar e estudar sobre as Arabias eu nunca tinha me relacionado com um árabe de outro país. Quando conheci o Mahmoud 6 anos atrás, foi em seu blog que eu achei bons conselhos e informações. Informações que foram muito utéis na epoca principalmente quando decidi pegar um avião e ir para Síria e conhecer meu ex noivo! O tempo passou, o namoro acabou e criei o meu blog também mas sem nunca deixar de acessar seu blog! Parabéns por compartilhar sua estória quando ninguém fazia isso!
    Um grande abraço e Felicidades!

  9. O tempo voa ! Acompanho aqui desde os primórdios e tenho em minha memória bons pedacinhos dessa sua história, lembrava com perfeição essa do dote, assim como da festa de casamento =)
    É tão bom Mariana, acompanhar, ver a evolução da vida de vcs juntos, uma história tão bonita desperta muita intriga, inveja, mas que bom q vc nunca parou de escrever, nem deixou o blog apenas para “convidados”, acho até que em respeito a nós, suas leitoras (oh, qta pretensão rsrsr).
    Mas o fato é : ao longo desse tempo, vc foi aprendendo a compartilhar na medida certa essa caminhada.
    Lembre sempre que apesar de comentários maldosos, tem gente do outro lado da tela q torce sempre pela felicidade de vcs 3 agora.
    Abs

  10. Linda história de amor parabéns. ❤ ❤ ❤

  11. Marina, que lindo. Obrigada por compartilhar! Vocês dois são especiais. Fico feliz em conhecer pessoas tão especiais, com um olhar tão diferenciado (entenda: sensível, verdadeiro) sobre a vida. São exemplos e eu estou observando. Beijos!

  12. Como o tempo passa rápido!!!!! Linda a sua história! Você tem uma família linda!!! Que Deus abençoe sempre a união de vocês nesta vida e na outra. In sha allah!

    Salam Aleikum,
    Aminah Luiza

  13. Olá lindissimas! Alguém ai está indo para o Egito no mês de Março? Se sim, eu estou buscando uma companheira mochileira =). Bjos
    Carolina

  14. Olá Marina!!!
    Tudo bem?

    Achei seu blog por acaso hoje, procurando mais sobre o islã ou algo assim… Li sua história e achei linda 🙂
    Visitei hoje, pela primeira vez uma mesquita muçulmana, gostei bastante principalmente da recepção. O que concluí, pela explicação que recebi, foi que, nenhuma religião preocupou-se tanto com a mulher como o islã (caso eu estiver errada, favor corrigir).

    Abraços,
    Rafaele

  15. oi so brasileira e conhece um rapaz do egito ele fala que mim ama eu gosto muito dele ,que fasso!!!!!!!!!!!!!!

  16. eu estou namorando um egipcio faz 6 meses eu sinto que ele mim ama conheci uma das suas irmãs ja que ele tem cinco estou esperando sua chegada aqui ao Brasil daquir á dois meses

  17. oooi , vim parar aqui no seu blog por acaso , procurando infos sobre a vinda de um egipcio ao brasil .Sou muçulmana há um ano e meio, converso com meu habibi egipcio desde agosto do ano passado e ele quer vir aqui em junho para me conhecer pessoalmente e casarmos no islã . Porém , faz meses que entregou toda a documentaçao necessaria para o visto e ate agora nao obteve uma resposta , so para visto de turista . Essa demora é normal ?

  18. Estimada Marina, boa noite. Peço licença para divulgar a informação de um egípcio que está fazendo sucesso no sumô profissional japonês. Conheço o sumô desde 1998 e sou uma admiradora da carreira dele.

    O nome dele é Abdelrahman Shalan, tem 22 anos e nasceu em Mansoura. É considerado oficialmente o primeiro africano e muçulmano no esporte. Conheceu o sumô na adolescência, despertando um enorme interesse e paixão – e colocou na mente e coração o sonho de se tornar Yokozuna, soberano do esporte. Se destacou em campeonatos mundiais amadores em 2008, 2009 e 2010, e veio ao Japão, praticamente na cara e coragem (sem saber um “a” do idioma, em outubro de 2011).

    Literalmente, bateu de porta em porta até encontrar um mestre de academia que o aceitasse – conseguiu eventualmente no sétimo, Otake Oyakata (as academias de sumô só podem aceitar um estrangeiro no profissional). Um dos motivos de recusa dos demais foi que ele poderia representar um perigo por ser “terrorista em potencial” ou por alegarem “não saber lidar com árabes”, em suma, aqueles estereótipos de sempre…

    Otake o batizou com o nome de luta “Osunaarashi” (Grande Tempestade de Areia, em japonês) e respeita os preceitos religiosos (como não comer carne de porco e jejum no Ramadan – por coincidir com um dos campeonatos, a conciliação entre jejum e lutas foi o maior destaque na mídia japonesa).

    Enfim, pôde estrear em março de 2012 (os campeonatos se realizam nos meses ímpares). Dez campeonatos depois, ele conseguiu chegar à Makuuchi (divisão de elite) – um recorde entre lutadores estrangeiros. Hoje é muito benquisto entre os fãs japoneses por ser carismático e atencioso nos canais de contato pela internet – ele tem Twitter, Facebook e Ask.fm oficiais (particularmente popular entre crianças, a ponto de participar num quadro especial de um programa infantil da TV japonesa). No Ramadan de 2013, foi convidado especialmente pelo primeiro-ministro Shinzo Abe, num Iftar promovido pelo governo japonês em que foram convidados embaixadores de países islâmicos.

    Em 2014, levou à cidade de Iwaki (Fukushima) um banner com mensagens de encorajamento dos egípcios às vítimas do terremoto e tsunami, sendo recebido pelo prefeito. Também tem feito com que os japoneses conheçam mais sobre o Egito e muçulmanos. Num mangá (história em quadrinhos) publicado recentemente sobre ele, constam ilustrações de Mombar (o prato predileto) e inclusive receita de sopa de Molokheyyah (uma companhia japonesa importa o ingrediente). Atualmente, está em preparação para o próximo campeonato, que começa neste domingo (9) e segue até o dia 23 em Osaka.

    Para mais informações:
    Ficha na Sumo Database: http://sumodb.sumogames.de/Rikishi.aspx?r=11987
    Facebook oficial: http://www.facebook.com/oosunaarashi
    Twitter oficial: http://www.twitter.com/oosunaarashi
    Ask.fm oficial: http://www.ask.fm/oosunaarashi
    Post do Blog Sumô Gaúcho (algumas lutas): http://sumogaucho.blogspot.com.br/2014/02/lutas-do-osunaarashi-kintaro-no-hatsu.html

  19. olá!!!!!pessoa estou aqui pra conta minha historia e ao mesmo tempo ouvir conselho.
    acerca de 1 mês tenho conversado com um arabe,ele e carinhoso,e fala palavras linda,mim disse que nunca teve alguém como eu ele disse que mim encontrou ao longo do tempo,bem ate então ainda não eramos amigos depois eu adicionei ele conversamos por horas ate amanhecer o dia,comecei então a correspoder seus sentimento,disse a ele que tinha medo de mim iludi,visto que já sofre muito no amor ele mim asegurou o que estava sentido por e amor,perguntei a ele qual era sua profissão ele disse advogado criminalista e professor de direito,o que mim deixou encatada com ele foi o fato de ele cuidar dos pais idosos achei lindo atitude dele.ele mim disse que não gostava de abrir a web cam por que algumas mulheres pedia pra ele mostra o corpo então ele recusava,comingo ele pediu ele falou que era diferente de todas as mulheres que ele sentia no coração eu ser uma mulher honesta e sincera daí eu disse a ele que ainda não estava pronta pra abrir a web cam,ele respeitou..depois de algumas semana resolvi abrir a web cam passamos a se ver e os sentimento foi aumentado.daí um bela noite estavamos conversando ele fazendo declaração de amor a internet cortou…..aguardei voltamos a conversa ,ele disse assim: “desculpe minha internet corta muito hoje” eu disse que não tinha problema e normal isso acontecer,caiu de novo as ultimas palavra dele foi essa “minha juleita,quero vc muitoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo ..depois cortou a internet e hoje tem 3 dias que ele não dar noticia eu estou mantendo a paciência e ao mesmo tempo preocupada lá no egito esta tendo revolução e eu não sei bem o que se passa aqui só posso mesmo aguarda justamente neste dia estava querendo pegar o numero dele..mas ai eu penso será que pelo fato de ele ser mulçumano.ele tem algum ritual de ficar sem falar com a pessoa sem contato nenhum?ele mora na cidade de cairo se tivesse alguem que pudesse mim ajudar ficaria grata.estavamos bem..perguntei sobre a familia dele ele mim falou tudo que ele e o 3 filho mas novo e que os 2 são casados ele mora só mas os pais idosos ele recebia em casa pra cuidar deles….mesmo assim ainda aguardo noticia de amr ibrahim………ficarei muito agradecida por ouvir conselhos.

    • Oi, Ester, a internet no Egito funciona sim por celular, computador, etc, normal, todo os dias falo com minha famlia no Egito sem problemas. Infelizmente se ele sumiu pq no quer falar, eles adoram esse romantismo bobo, falando de Julieta, morte, etc, mas da boca pra fora, d uma lida nos posts desse blog que vc vai encontrar dicas para saber se realmente ele uma pessoa que quer algo srio ou s um namoro de internet. Agora sumir 3 dias no existe isso, vc tem que encarar essa relao como se fosse um namoro normal, vc aceitaria um namorado aqui sumir 3 dias sem dar explicao? Claro que no… e pode apostar que ele vai voltar com uma desculpa bem esfarrapada, alguem da famlia ficou doente, etc… beijos e boa sorte!!

      Em 14 de maro de 2014 10:07, Egito e Bras

  20. muito obrigada marina faleiras.você e maravilhosa fico feliz por ter mim dado atenção.valeu mesmo ficarei atenta.

  21. Olá Marina.. linda mesmo a sua história!.

    Hoje é a primeira vez que visito o seu blog por incrível que pareça, por acaso. Estou por curiosidade, buscando informações sobre a vida atual dos egípcios. Recebi um convite através do skype de um egípcio, aceitei-o sem saber que era natural deste país. Ele aparentemente, é um homem sério. Mora na Itália e tem família no Egito, onde passa todo ano 3 meses por lá. Foi casado por 10 anos e hoje está divorciado há 5, tem filhos e parentes lá. Me mostrou fotos da sua casa no Egito, dos filhos al seu lado, é Dr. em Química, dá aulas em universidades, tanto no Egito quando está lá como visitante, como na Itália e também fotos de uma praça linda na Itália com dois parentes ao lado. Vi uma foto sua com o crachá mostrando seu nome completo e de onde estava como conferencista em uma dessas universidades. Diz que está procurando um novo amor, que os meus olhos o impactou por isso me convidou e que virá ao Brasil assistir aos jogos da copa. Diz que quer me conhecer pessoalmente, em momento algum me pediu nada de valor e diz que dinheiro não é o problema para ele vir. Me enviou e-mail’s, onde consta informações do seu trabalho, telefone e site do local. Ainda assim, tenho medo de me envolver sabe, porque infelizmente não podemos confiar nos seres humanos. Diz que quer me levar com ele para ser sua esposa e vivermos na Itália. O que você acha de tudo isso? Será que posso confiar?

    Aguardo respostas e desde já obrigada!

    Ana.

  22. olá, gostei do seu blog… eu tenho muita curiosidade de saber mais sobre essas hist que deram certo e tb sobre as que deram errado…pois tenho um blog sobre relacionamentos com estrangeiros e algumas hist estao relatadas lá : http://confissoes-casadas-com-gringo.blogspot.com/

    quero convidar vc e o pessoal do seu blog a trocarmos informacoes positivas e negativas sobre relacionamentos multiculturais, adaptacao a cultura do país em que vcs vivem e suas dificuldades.

    Criei um forum onde podemos falar sobre tudo: http://gringolandia.omeuforum.net

    Deby

  23. Hheheheh.. como existe mulheres carentes e bobas por ai…

  24. Olá Marina..

    Para resumir, converso com um egípcio há alguns meses e está disposto a me conhecer pessoalmente em Julho, só que tem um porém: é casado e disse que a lei de seu país permite ter outras esposas.. Isso procede mesmo? O que você acha sobre isso?

    Aguardo sua resposta, um grande abraço.

    Ana.

  25. As mulheres são engraçadas!! Ana você aceitaria casar com um homem e aceitar ele ter uma amante? Ou, você aceitaria ser amante de um homem casado aqui no Brasil? Se sua resposta for não; então ser segunda esposa não é a mesma coisa? Que furada mulher, acorda! Pra humilhar já basta os brasileiros!

  26. Olá, boa tarde!! Achei muito linda sua historia. Estou gostando muito de um rapaz Egípcio, ele é de Tanta, conversamos todos os dias por Skype a mais ou menos um ano. Ele diz que eu sou sua esposa, ele é muito carinhoso paciente e sempre me mostra fotos de sua família, videos de sua irmãzinha. Ele esta concluindo a faculdade de Engenharia Civil. Na internet sempre procurando coisas que falem sobre a cultura egípcia na atualidade e cada vez mais me decepciono, com historias e acontecimentos ruins. Ele me pede para ir pra lá, diz que para ele sair de lá é mais complicado, disse que quer se casar, sou evangélica e para mim algumas coisas de sua religião. não seriam ruins como não comer carne de porco, bebidas alcoólicas, usar roupas discretas que não mostre muito o corpo, porque fui criada dessa forma, não como carne de porco, não bebo não uso roupas “extravagantes”. O que mais me do medo é a violência e o desrespeito com as mulheres, de muitas historias que eu li de brasileiras casadas com egípcios, a sua ate agora foi à única q esta tendo um final feliz. Fico muito feliz por você e sua família, eu admiro muito as pessoas que respeitam umas as outras, em qualquer que seja a questão e pelo o que você conta, você seu esposo e a família de seu esposo estão de parabéns. Desejo muito mais felicidades para você.

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